Você já sabe que a Mendes Miguel agora é Movidaria, mas o que você ainda não sabe é o que está rolando nos bastidores dessa mudança. Por isso neste texto contamos, através das palavras do nosso consultor de projetos Daniel e da nossa designer de aprendizagem Núbia, um pouco mais sobre um dos movimentos mais marcantes dessa “virada”: a construção da Jornada do Colaborador sob a ótica do design.


Fazendo movimentos        

Ao internalizar o que a Movidaria de fato é, entendemos como era crucial que a experiência de trabalhar aqui fosse diferente. A partir dessa inquietude, resolvemos nos aprofundar no tema. Foi quando surgiu a ideia de construir a Jornada dos Colaboradores da Movidaria.

Em um primeiro momento, entendemos que, por ser uma empresa nova, não tínhamos nada mapeado e precisávamos desenhar aquilo que seria um caminho para o nosso time. Ao pesquisar sobre o assunto chegamos a algumas conclusões, mas, mais importante do que se apegar a alguma explicação teórica, compartilharemos nosso entendimento moldado a partir de leituras, pesquisas e conversas com diversos profissionais.


Afinal, o que é a Jornada do Colaborador?

A Jornada do Colaborador é um conceito amplo e que abrange todas as experiências que um funcionário pode vivenciar, incluindo desde o primeiro contato dele com a empresa, no processo de admissão, até o momento em que se desliga da companhia.

Indo mais a fundo, a Jornada é um caminho a percorrer, é um esforço para vencer quaisquer obstáculos ou dificuldades. Esse caminho envolve experiências na convivência, no desenvolvimento pessoal, na construção da carreira e também em aspectos mais processuais, como uma admissão e uma integração.

Quando chegamos a essa conclusão, entendemos que deveríamos dar um passo para trás a fim de compreender melhor quem é esse colaborador e como poderíamos oferecer a ele uma experiência única sobre o que significa trabalhar na Movidaria.


Design e Jornada: Match!

A partir de um Bootcamp de Design Sprint, desenvolvemos uma percepção de que o design, mais que uma teoria com uma infinidade de métodos, era uma forma de pensar e ver o mundo, um mindset, que nos ajudou a compreender que o colaborador era um usuário da empresa em suas diversas interações.

Design não é uma profissão, mas sim uma atitude. Design tem várias conotações. É a organização de processos e materiais da forma mais produtiva, em harmonia com todos os elementos necessários para desempenhar certa função. É a integração das necessidades tecnológicas, sociais, econômicas e biológicas somada aos efeitos psicológicos causados por materiais, formas, cores, volume e espaço. É pensar na relação entre as coisas.

Laszlo Moholy-Nagy, 1920 – Cofundador da Bauhaus

Como estávamos diante de um desafio urgente – receber os novos “movers” dentro de dez dias –, escolhemos adotar a abordagem do Design Sprint (pensamento de design aplicado a um projeto ágil) para a construção da Jornada de Integração do Colaborador da Movidaria.


Apaixone-se pelo problema! (Não pela solução)

A importância em se ter um desafio bem definido é que ele permite que todos os membros do projeto estejam conectados ao mesmo foco. Isso garante que todos estejam trabalhando em algo que gere impacto para a empresa e também agregue valor aos usuários. Para isso, utilizamos o frame da Consultoria New Haircut, que exercita o poder de síntese e clareza.

Como podemos (melhorar, resolver, aumentar, criar, diminuir) o (feature, problema, necessidade, faturamento) do (público-alvo) com o objetivo de (meta, métrica, resultado) ?

Pedimos ao CEO que vestisse o chapéu do cliente e passasse o briefing para a equipe do projeto. Munido de suas palavras, ele tinha uma missão: apresentar a nova marca da empresa para os funcionários, tanto novos como atuais, dentro de uma experiência de demissão da empresa antiga e admissão na nova.

Usando um mix de referências (Google Ventures, AJ & Smart, Design Sprint School, entre outras) e de ferramentas organizadas pela Femto, nosso parceiro especialista em design de serviços, iniciamos uma jornada de quatro dias, com uma equipe de seis pessoas para resolver esse desafio.


Descobrindo e prototipando 

Os aprendizados aconteceram desde o início do processo: uma série de dúvidas e descobertas sobre o usuário surgiu a cada etapa. Ao fim do Sprint, escolhemos prototipar a conversa inicial do novo funcionário com um dos sócios, falando sobre o jeito da empresa. O protótipo era bem simples (um roteiro para um bate-papo), utilizando a técnica de role-play.

Ao final dos quatro dias, conseguimos alcançar mais do que pretendíamos. Não só entendemos quem era nosso time, como também que tipo de jornada seria ideal para eles, agora fazendo parte da Movidaria.

Desenhamos o flow do primeiro dia de Integração, focando em como abordar a cultura em nosso dia a dia. Criamos experiências novas, inserindo temas relevantes e construindo materiais de apoio, num formato leve e acessível ao novo funcionário. Outras ações decorrentes do Sprint também foram definidas e entregues ao time responsável pelas próximas integrações.


Experiência em ação!

Ao sairmos do teste em ambiente controlado para a vida real, pudemos testemunhar o primeiro dia da equipe e o misto de sensações vividas. Fizemos uma pesquisa on-line e recebemos o feedback dos novos funcionários. O resultado foi superpositivo! Segundo eles, a experiência da “demissão × admissão” foi fundamental para dar o start nessa nova jornada na Movidaria.

É claro que teremos muito trabalho pela frente para construir as demais interações dentro da Jornada Ideal do Colaborador, mas, como o agora é o que importa, estamos em um novo patamar de experiência, em que o usuário estará ainda mais engajado para criar experiências de aprendizagem que movem as pessoas na direção que elas desejam. E esse caminho não tem mais volta.

Ah, e mais uma coisa! Criamos uma pequena playlist em nosso perfil no Spotify para ajudar você em seus momentos de criação e brainstorming! E se quiser conversar mais sobre nossos movimentos e experiências, entre em contato com a gente!

 

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