Tirei duas semanas de folga para rodar com alguns amigos pelo Sul do Brasil e Uruguai de 4×4. Como sempre, gosto de variar os estímulos durante a viagem e sugeri parar alguns dias em Montevidéu.
Uma cidade que oferece muitas coisas que adoro, mas essas ficam para outro momento.
Uma das coisas que pretendia fazer era visitar as livrarias da cidade para encontrar um livro indicado pela genial Patrícia Cotton. Só o título já me instigava desde a mensagem dela por Whatsapp: Lamentablemente Estamos Bien da autora Leila Macor.
Depois de muita procura, encontrei! O proprietário da livraria já estava no caixa me cobrando, quando eu disse a ele que gostava muito do seu país e da sua gente. Ele sorriu levemente e disse: “No sé si somos tan buenos así…”. Uma cliente que estava ao meu lado na fila escutou e não se conteve. Soltou uma frase que me marcou profundamente: “Tal vez, solo creemos.”.
Acreditar não é fechar os olhos para a realidade. É decidir agir antes de ter todas as garantias. Na vida, muita coisa só começa a existir de verdade quando alguém sustenta, por dentro, a possibilidade de que aquilo pode dar certo. Quem acredita se move, insiste, aprende, corrige e continua. Quem não acredita, muitas vezes desiste antes mesmo de começar. A crença, nesse sentido, não é ingenuidade; é combustível que alimenta a esperança. Ela não substitui esforço, preparo ou disciplina, mas é o ponto de partida que dá sentido a tudo isso. Porque, no fim, muitas transformações não acontecem primeiro no mundo. Elas acontecem primeiro dentro da pessoa.
É preciso acreditar e ter coragem para fazer o que precisa ser feito.
Talvez, pessoas, empresas e países que admiramos sejam forjados
assim.





