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Coragem é uma palavra que aparece com frequência quando falamos do papel do RH.

Mas, na prática, ela raramente está associada ao que mais faz diferença: sustentar um ponto de vista quando ele realmente importa.

Convivendo com diversos profissionais e contextos, já vi boas soluções perderem força não por falta de qualidade, mas porque em algum momento, deixaram de ser sustentadas com clareza.

E esse é um ponto delicado.

O RH escuta, inclui, ajusta, considera diferentes perspectivas … e isso é parte importante do papel.
Mas existe um limite sutil onde essa abertura começa a desfazer a própria posição.
E, quando isso acontece, a decisão deixa de ser guiada por critério e passa a ser definida por quem influencia mais a conversa.

Tenho acreditado cada vez mais, que o papel do RH não é apenas construir boas soluções. É ter clareza sobre o que acredita ser melhor para o negócio e sustentar essa posição, mesmo quando ela não é a mais confortável.

Porque posicionamento não é sobre ter razão! É sobre assumir responsabilidade pelas escolhas que ajudamos a construir.

E é justamente nesse ponto que muitos RHs travam. Não por falta de leitura, mas pela dificuldade de sustentar a própria posição na mesa.

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Bárbara Diefenthaler Calloni
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