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CEOs e Conselhos: parceria ou queda de braço?

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CEOs e Conselhos: parceria ou queda de braço?

Em 2001 eu tive o prazer de ler o livro Cozinha Confidencial escrito pelo genial Anthony Bourdain. Um mergulho sarcástico, visceral, ácido e brutalmente honesto sobre a realidade das cozinhas de restaurantes. A obra estava repleta de revelações que destruíam o romantismo da alta gastronia e alertavam os aspirantes sobre o “falso olimpo” desse mundo.

Quando convivo com os Executivos e Conselheiros no mundo corporativo, sinceramente, muitos aspectos são exatamente iguais. Querer sentar numa cadeia de CEO ou atuar em um Conselho de Administração é legítimo, mas há menos glamour e recompensas do que os desavisados pensam.

Uma das disfunções típicas “dessa cozinha” é a desconexão entre esses dois atores da Alta Direção. Em um cenário corporativo cada vez mais complexo e dinâmico, a relação entre CEOs e Conselhos de Administração enfrenta desafios significativos.

A rápida evolução tecnológica, especialmente no campo da Inteligência Artificial (IA), e as transformações nas práticas de gestão de pessoas têm ampliado as lacunas entre as expectativas estratégicas e operacionais desses dois pilares da governança corporativa.

Vou compartilhar o que tenho acompanhado nesse contexto, sem a pretensão de esgotar o tema:

Acelerando com IA: visões divergentes sobre inovação tecnológica

A adoção de IA nas organizações tem sido impulsionada pelos CEOs como uma estratégia para ganho de eficiência, personalização de serviços e vantagem competitiva. No entanto, muitos Conselhos de Administração ainda demonstram cautela, preocupando-se com os riscos associados, como privacidade de dados, ética algorítmica e impactos regulatórios.

Essa diferença de abordagem pode resultar em decisões desaceleradas ou em investimentos subestimados em tecnologia. Enquanto o CEO busca agilidade e inovação, o Conselho pode priorizar a mitigação de riscos, criando um desalinhamento que compromete a competitividade da empresa.

Gestão de pessoas: entre a transformação cultural e a conservação estrutural

A transformação digital exige uma cultura organizacional adaptativa, com foco em aprendizado contínuo e flexibilidade. CEOs frequentemente lideram iniciativas para reestruturar equipes, implementar modelos de trabalho híbridos e promover diversidade e inclusão.

Por outro lado, os Conselhos podem estar mais orientados à estabilidade organizacional e à preservação de estruturas tradicionais. Essa tensão pode dificultar a implementação de mudanças culturais necessárias para a inovação e a retenção de talentos em um mercado competitivo.

Sabemos que a convergência entre a liderança executiva e a supervisão estratégica é fundamental para o sucesso sustentável das organizações. Ao reconhecer e abordar as desconexões existentes — especialmente na adoção de ferramentas de IA e de novas práticas na gestão de pessoas —, as empresas podem fortalecer sua governança e se posicionar de forma mais competitiva no mercado global.

Dito isso, uma das minhas hipóteses é que os Comitês de Pessoas podem funcionar como facilitadores desse processo. Eles devem exercer um papel estratégico fundamental na mediação entre o CEO e o Conselho de Administração, fortalecendo alguns pilares essenciais:

1. Alinhamento estratégico em transformações culturais

Os Comitês de Pessoas podem facilitar o alinhamento entre o CEO e o Conselho ao promover discussões sobre cultura organizacional, competências necessárias e estratégias de transformação. Ao atuar como ponte entre a liderança executiva e o Conselho, esses comitês ajudam a garantir que as iniciativas de mudança cultural estejam alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa.

2. Governança de talentos e sucessão

A responsabilidade pela supervisão de planos de sucessão e desenvolvimento de lideranças recai frequentemente sobre os Comitês de Pessoas. Em um ambiente onde a IA está redefinindo funções e competências, esses comitês devem assegurar que a organização esteja preparada para identificar e desenvolver talentos com habilidades adaptadas às novas exigências tecnológicas.

3. Ética e responsabilidade na implementação de IA

Com a crescente adoção de IA, surgem questões éticas relacionadas ao uso de dados, viés algorítmico e impacto no emprego. Os Comitês de Pessoas podem colaborar com outras áreas para estabelecer diretrizes éticas e políticas que orientem a implementação responsável de tecnologias emergentes, garantindo que as decisões estejam alinhadas aos valores da empresa.

4. Monitoramento de indicadores de capital humano

A implementação de métricas claras e relevantes sobre capital humano permite que o Conselho avalie o impacto das estratégias de gestão de pessoas e tecnologia. Os Comitês de Pessoas podem liderar a definição e o acompanhamento desses indicadores, fornecendo insights valiosos para a tomada de decisões estratégicas.

Em resumo, acredito que as desconexões vão continuar, mas podem ser minimizadas pela atuação responsável dos Comitês de Pessoas. Afinal, essa queda de braço não interessa a ninguém.

Alcir Miguel

Sócio e executivo de negócios na Movidaria.

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