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“Mas isso todo mundo já sabe.”

Essa é uma das frases mais perigosas que ouvimos dentro das organizações. Ela costuma encerrar uma conversa que deveria estar apenas começando.

Saber não significa decidir.
Saber não significa agir.
Saber não significa assumir as consequências de uma escolha.

Escrevendo essas frases, lembrei de uma ideia do Ronald Heifetz, que ficou gravada na minha memória, a partir de algumas leituras de obras publicadas por ele: “As pessoas raramente resistem à mudança. Elas resistem às perdas causadas pela mudança.”

Talvez isso explique porque tantas decisões permanecem paradas mesmo quando a informação está disponível para todos. E nesses casos, o desafio não está no diagnóstico. Está naquilo que a decisão exige abrir mão.

É justamente nesse espaço, entre o que já sabemos e aquilo que ainda não conseguimos decidir, que acontecem algumas das conversas mais importantes e valorosas dentro das organizações.

Aliás, se os temas de mudança, adaptação e liderança em contextos complexos também despertam seu interesse, recomendo a leitura das publicações do Heifetz (especialmente Leadership on the Line, traduzido como Liderança no Fio da Navalha em português). Muitas das reflexões dele continuam extremamente atuais para quem trabalha com desenvolvimento de lideranças e transformação organizacional.

Agora, se quer ter uma experiência mais próxima e vibrante com o tema, cola na Maria Augusta Orofino que ela também é fera nesses assuntos!

Foto de Bárbara Diefenthaler Calloni
Bárbara Diefenthaler Calloni
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